Nessa intervenção começamos
acionando os conhecimentos prévios dos alunos a respeito da Pipa (codificação)
e logo depois apresentamos o texto do autor Ziraldo com o seguinte título “O
menino e a pipa”e assim damos inicio a segunda etapa do processo que foi a
descodificação, na qual problematizava
para que os alunos construíssem novos conhecimentos e soubessem que a pipa
apesar de ser um brinquedo poderia causar acidente por conta da linha cerol (descodificação).
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| Texto "O menino e a pipa" com a arte do desenho da pipa com papel crepom |
Em tal texto dizia que a pipa era maluca, por
isso achou-se conveniente trabalhar essa característica da pipa nos processos
de análise e síntese, que por sua vez deram origem a diversas palavras, coisas
que a palavra pipa não dava conta. Nesses processos os alunos formaram várias
palavras, conheceram a família silábica ca-co-cu-que-qui
que é meio complexa e outras. Além de toda essa parte social e linguística organizamos
uma parte artística na quais as crianças enfeitaram um desenho de uma pipa com
folha de papel crepom e no último dia
ajudamos os mesmos na confecção da pipa, logo após foram para a área livre da escola
brincar com a mesma. Esse foi um momento muito prazeroso, pois percebia no
rosto de cada aluno a felicidade de está brincando de pipa, objeto o qual
serviu de fonte de conhecimento para o mesmo, pois foi o tema abordado durante
a semana, o qual nos permitiu trabalhar todos os passos do método de Freire.
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| cartaz das famílias silábicas da palavra "Maluca" |
Essa semana foi muito gratificante para mim, pois
foram trabalhados os processos do método sociolinguístico de forma lúdica, que
por sua vez possibilitaram uma aprendizagem bastante significativa para o aluno,
percebi o quanto trabalhar com o concreto estimula mais ainda a aprendizagem.
Porém nem tudo são flores, nessa semana percebi o quanto a manhã se torna
trabalhosa na gestão da sala do 2º ano, pois os ritmos dos alunos já estão um
pouco mais acelerados em comparação com o inicio do ano e o professor deve se
desdobrar para ajudá-los a dar conta das atividades. Vejo que esse ritmo de
gestão é o que devo tentar desenvolver quando assumir uma sala, contudo vai
depender da experiência, pois gestar uma classe atendendo ao coletivo e ao
mesmo tempo ao individual não é fácil.
Portanto, estou aprendendo a ser
professora, a medida que vou me dando conta das demandas encontradas em sala de
aula, que me permitem ter consciência dos dilemas que vou encontrar futuramente
em sala de aula, vou me tornando também nas trocas de experiências com os
colegas do PIBID, com a reflexão da nossa prática nas intervenções e até mesmo
nos estudos teóricos, os quais nos permitem uma relação dialética com a
prática, para que de acordo a Freire (1987) não fiquemos presos ao idealismo, que é puro blá-blá-blá e
nem ao ativismo, que é a ação sem reflexão e sim desenvolva a práxis que é “a
reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.

