quarta-feira, 2 de setembro de 2015

V INTERVENÇÃO -- O BRINQUEDO PIPA


Nessa intervenção começamos acionando os conhecimentos prévios dos alunos a respeito da Pipa (codificação) e logo depois apresentamos o texto do autor Ziraldo com o seguinte título “O menino e a pipa”e assim damos inicio a segunda etapa do processo que foi a descodificação, na qual  problematizava para que os alunos construíssem novos conhecimentos e soubessem que a pipa apesar de ser um brinquedo poderia causar acidente por conta da linha cerol (descodificação).  




Texto "O menino e a pipa" com a arte do desenho da pipa com papel crepom

 Em tal texto dizia que a pipa era maluca, por isso achou-se conveniente trabalhar essa característica da pipa nos processos de análise e síntese, que por sua vez deram origem a diversas palavras, coisas que a palavra pipa não dava conta. Nesses processos os alunos formaram várias palavras, conheceram a família silábica  ca-co-cu-que-qui que é meio complexa e outras. Além de toda essa parte social e linguística organizamos uma parte artística na quais as crianças enfeitaram um desenho de uma pipa com folha de papel  crepom e no último dia ajudamos os mesmos na confecção da pipa,  logo após foram para a área livre da escola brincar com a mesma. Esse foi um momento muito prazeroso, pois percebia no rosto de cada aluno a felicidade de está brincando de pipa, objeto o qual serviu de fonte de conhecimento para o mesmo, pois foi o tema abordado durante a semana, o qual nos permitiu trabalhar todos os passos do método de Freire.


cartaz das famílias silábicas da palavra "Maluca"

 Essa semana foi muito gratificante para mim, pois foram trabalhados os processos do método sociolinguístico de forma lúdica, que por sua vez possibilitaram uma aprendizagem bastante significativa para o aluno, percebi o quanto trabalhar com o concreto estimula mais ainda a aprendizagem. Porém nem tudo são flores, nessa semana percebi o quanto a manhã se torna trabalhosa na gestão da sala do 2º ano, pois os ritmos dos alunos já estão um pouco mais acelerados em comparação com o inicio do ano e o professor deve se desdobrar para ajudá-los a dar conta das atividades. Vejo que esse ritmo de gestão é o que devo tentar desenvolver quando assumir uma sala, contudo vai depender da experiência, pois gestar uma classe atendendo ao coletivo e ao mesmo tempo ao individual não é fácil.
Portanto, estou aprendendo a ser professora, a medida que vou me dando conta das demandas encontradas em sala de aula, que me permitem ter consciência dos dilemas que vou encontrar futuramente em sala de aula, vou me tornando também nas trocas de experiências com os colegas do PIBID, com a reflexão da nossa prática nas intervenções e até mesmo nos estudos teóricos, os quais nos permitem uma relação dialética com a prática, para que de acordo a Freire (1987) não fiquemos  presos ao idealismo, que é puro blá-blá-blá e nem ao ativismo, que é a ação sem reflexão e sim desenvolva a práxis que é “a reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.