segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Intervenção VI -- Fábula " A tartaruga e a lebre".


Nesta quinta intervenção mudamos o tema de brincadeiras para fábulas. No primeiro dia discutimos a narrativa "A tartaruga e a lebre"para o processo de codificação, questionando os alunos a respeito da atitude de um dos personagens da história, logo depois dos questionamentos apresentamos um vídeo o qual tinha ligação com o acontecimento da história, questionamos o vídeo e eles conseguiram associar o mesmo a narrativa, e aos poucos problematizamos para que os alunos fossem refletindo e desenvolvessem a consciência crítica a respeito do tema. logo depois foram desenvolvidos a análise e síntese da palavra geradora e aplicadas atividades de cruzadinha e de leitura sobre os personagens da história (ligando assim os personagens aos seus nomes) e a ficha de descoberta de palavras.

Acompanhamento individual nas atividades

No dia seguinte foram desenvolvidos os processos de decodificação e análise e síntese da palavra geradora e foi aplicada uma atividade de produção textual, na qual os alunos deveriam criar um novo final para história. Esse momento foi maravilhoso, pois presenciei os mais belos finais criados pela criança e ainda com suas próprias palavras, sendo essa uma atividade que além de estimular a criatividade da criança ainda permite a mesma se  desenvolver no processo de escrita de texto.

Acompanhando os alunos na produção de texto

Posteriormente a essa atividade desenvolvemos uma atividade prática, em que cada aluno iria confeccionar uma tartaruga feita de garrafa pet, momento muito importante, pois a criança pode  ver de forma concreta uma representação da palavra geradora de forma bem divertida. As crianças amaram suas tartarugas e mais uma vez ficaram satisfeitas.

Tartaruga de garrafa pet de um aluno

produzindo a tartaruga de garrafa pet
 
Tartaruga de garrafa pet
                                           

Portanto a cada nova experiência vou me tornando professora tanto pela reflexão que faço da prática quanto pelo crescimento de cada criança que observo em sala e o quanto fico feliz cada vez que vejo a mesma obtendo progresso. Crianças essas que já tenho o contato desde o inicio do aluno, algumas apenas reconheciam as letras do alfabeto e escreviam de forma silábica e hoje escreve de forma alfabética, produzindo pequenos textos. Isso me traz felicidade no exercício da docência, pois apesar da sala de aula não ser minha, já sinto como se fosse.

Apesar da apreciação que faço dos momento de intervenção em sala ainda reconheço alguns dilemas que enfrento em sala, os quais estou me esforçando para superar, o que demanda experiência.Os dois dilemas são: o desenrolar dos processos de codificação e descodificação, pois tem tema que me deixa confusa sobre como organizar esses dois processos e sobre o que realmente abordar, como por exemplo, fiquei em dúvida se trabalhava sobre a tartaruga ou sobre a arrogância da lebre na fábula; outro dilema é o atendimento do coletivo e individual ao mesmo tempo.

Ressalto também o quanto é importante refletir sobre minha prática, pois me dou conta dos meus dilemas, crio estratégias para enfrentá-los e até mesmo mudar de estratégias nas intervenções que estão por vir.


A turma com suas tartarugas









terça-feira, 13 de outubro de 2015

UM OLHAR SOBRE A GESTÃO DA CLASSE.



O momento de observação da classe da professora Josiene de  acordo as categorias de análise da pesquisa de Gauthier me proporcionou bastante aprendizado, deixei o lugar de um sujeito participante da ação para o sujeito observador, apesar de na ação ter observado algumas coisas, vejo que nesse lugar de observadora percebi muito mais coisas que me possibilitaram refletir. Tal reflexão poderá  me proporcionar o uso  das estratégias utilizadas pela professora para futuramente assumir uma sala de aula, pois a mesma tem anos de experiência.

Percebi o quanto a sala de aula é um ambiente complexo que a todo momento deve-se tomar decisões, observei também o quanto é difícil gestar uma classe e quantos desafios vou encontrar na minha carreira profissional enquanto docente. Dessa forma vou me tornando professora, pois o contato com a teoria   permite ampliar o olhar que tenho sobre a prática, para não só observar e sim refletir sobre a mesma.

Portanto observar a sala de 2º ano da professora Josiene foi bastante significativo para o meu processo de formação, pois percebi que não existe receitas prontas de como ensinar e sim a experiência que vai tornando a mesma professora com suas estratégias de gestão com classe e até mesmo de como estimular os alunos no processo de aprendizagem. Além disso sempre me dou conta que um dos meus desafios e dilemas será atender o coletivo e o individual na sala de aula e o quanto estou aprendendo com as experiências da professora da sala.