segunda-feira, 14 de março de 2016

A MINHA TRAJETÓRIA FORMATIVA NO PIBID




A minha trajetória na última reunião do PIBID foi representada através de uma costura. Primeiramente costurei missangras envolvidas por linhas para representação das teorias interligadas, que nos proporcionava acionar os nossos neurônios para refletir sobre todos os textos estudados. Costurei um monitor para representar os momentos de interação no mundo digital, uns retalhos de pano soltos para simbolizar o momento da junção de ideias de cada um de nós, onde cada um era representado por um pedaço de retalho, retalhos esses que juntos se transformavam em uma grande ação planejada por nós. Costurei um pano com espinhos para mostrar que na prática encontramos dilemas, ou seja, nem tudo são flores, pois até a rosa tem espinhos. E por ultimo costurei um pedaço de pano com flores, o que representa o momento que estou agora, momento esse de consciência do que vou enfrentar enquanto docente, e momento de segurança por conta desse conhecimento que o PIBID me proporcionou, o qual me levou para o chão da escola.
No inicio começamos pela luz das teorias, onde eram feitos estudos e discussões em grupo, de textos sobre formação, pesquisa, chão da escola e etc. Alguns desses textos foram: “Para além da divisão entre professor pesquisador e professor acadêmico” de Kenneth M. Zeichner;  “A etnografia como paradigma de construção do processo de conhecimento em educação”; “A escola como espaço sócio-cultural” do autor Juarez Tarcisio Dayrell; “Entrevista reflexiva: “Um olhar psicológico sobre a entrevista em pesquisa” ; “ Escola: crise ou mutação? do autor Rui Canário.
Antes de tais discussões eram feitos de forma individual a construção de resumos, resenhas, mapas conceituais. Era um momento de bastante aprendizagem, pois trocávamos ideias a cerca do nosso entendimento dos textos, as professoras supervisoras e coordenadora que tinham mais experiência associavam esses textos as vivências na prática, o que nos ajudava a fazer certa associação e aumentar o olhar que iríamos ter na possível prática futura.
Além disso, houve também um momento de interação no mundo digital, no qual fizemos o uso de instrumentos como o ambiente moodle, ambiente esse que nos proporcionava variedades de instrumento de interação como, por exemplo, fóruns de discussões, chat, wiki ( possibilitava a construção de um texto coletivo). Houve também a criação  de página no facebook, para discussões de texto, postagens de fotos das intervenções entre outros.
 Logo depois ao ambiente moodle e página no face houve a  construção do blog, nele fazíamos o registro das nossas experiências em sala de aula, e não era um registro qualquer, ele nos possibilitava a reflexão da nossa ação em sala de aula, e foi a partir das reflexões que eu fazia nele que fui percebendo quais eram minhas dificuldades em sala de aula e me preparava para tentar supera-las. Acessar todas essas páginas nos permitiu a exploração de um novo ambiente de aprendizagem, no qual poderíamos nos comunicar de diversos lugares, eu uma única página, sobre um determinado assunto e também ter acesso a reflexão da ação do outro.
Logo após o mundo digital, fizemos a preparação para adentrar no universo de sala de aula, primeiramente organizamos o diagnóstico de leitura e escrita na serie que iríamos acompanhar durante o ano, e após a aplicação do diagnóstico e sua análise houve organização em grupos para a aplicação de intervenção na sala, com o objetivo de adquirir experiências e resolver alguns problemas constatados pelo diagnóstico, momento o qual costuramos nossas ideias até se tornar o plano de aula. Assim tive uma experiência na sala de 5° ano e outra na de 2° ano.
 A minha primeira experiência foi na sala de 5º ano da professora Carmem, uma classe que antes de adentrar nos preparamos teoricamente com a ajuda do livro “Didática do Português: tijolo por tijolo:leitura e interpretação” da autora Ana Tereza Naspolini, a qual discute sobre as características de uma boa atividade, tipos, estratégias de leitura, classificação dos textos. Discute também sobre algumas considerações a respeito da escrita, traz algumas ideias de Emilia Ferreiro, estratégias de leitura, sugestões para intervenção do professor na atividade, elementos da narrativa;  análise de textos;  discorre também sobre os tipos de gramática, analise da gramática nos textos e sobre  a teoria de Piaget e Vygotsky sobre o conhecimento.
Após estudo e discussão do livro de Naspolini elaboramos diagnóstico baseado no mesmo e aplicamos na sala, depois da aplicação fizemos a análise e constatamos as demandas da sala. A partir da constatação dessas demandas começamos as nossas intervenções promovendo várias atividades de leitura baseadas no livro e também a partir da nossa criatividade, tais atividades eram: reescrita de narrativas, interpretação de texto, tanto do conteúdo e tanto de forma crítica, localização de título de texto, localização do conteúdo do título, entre outros. Além dessas atividades foi elaborada a proposta de produções de texto com scrapbook, sendo essa uma caixa  de recorte de reescrita de narrativas organizadas com imagens e enfeitadas com alguns acessórios para ser guardada na caixa enfeitada com arte e foto do aluno. Momento esse tão produtivo que incentivou bastante o aluno a desenvolver a escrita do seu texto. Serviu de incentivo por que o aluno era informado sobre a estrutura do texto a ser reescrito e conteúdo, para assim aprender a desenvolver a sequencia lógica dos textos, criando assim mais tarde texto com coerência e coesão e não frases soltas sem sentidos. Dessa forma a experiência com a sala do quinto ano me possibilitou grandes aprendizagens, pois através da relação dialética entre a teoria e a prática das atividades percebi como realmente se trabalha leitura na sala de aula, e como a teoria me deu suporte para trabalhar  a leitura e escrita na prática, e como a prática me permitiu a reflexão daquilo que a teoria me deu base.
Após a minha experiência na sala do 5° ano, comecei a vivenciar as experiências de uma sala de 2° ano da professora Josiene, sendo essa uma mudança e tanto, pois são anos com demandas bastantes diferentes. Foi como se eu tivesse saindo da demanda do ler para aprender para a do aprender a ler. Nessa sala vivi um grande desafio da atualidade, ou seja, o desafio de alfabetizar.
Para adentrar nesse mundo das crianças de 2° ano da professora Josiene ano tivemos como base teórica o livro “Alfabetização: método sociolinguístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire” dos autores Onaide Schwartz Mendonça e Olympio Correa Mendonça , no qual discutem sobre o histórico dos métodos da alfabetização no Brasil, perpassando pelo método de soletração, fônico, silábico entre outros e falando sobre pontos negativos da cartilha,  abordam também sobre as visões equivocadas, consequências e a contribuição do construtivismo no Brasil, mostrando o quanto a visão errada do mesmo trouxe grandes prejuízos na aprendizagem do aluno. Além disso os autores  mostram como funciona o método sociolinguístico de Alfabetização no Brasil, o qual utiliza uma palavra geradora e  nos dão sugestões de como é na prática o método sociolinguístico.
Após esse aprofundamento teórico elaboramos um diagnóstico de leitura e escrita baseando- se no livro de Mendonça e Mendonça (2007) e nos descritores de leitura e escrita propostos pelo Ministério de Educação e Cultura ( MEC). Depois aplicamos em sala e através dos resultados constatamos as demandas da sala e começamos a planejar intervenções que ajudassem os alunos a avançar nos níveis de leitura e escrita.
A cada nova intervenção ficava maravilhada com os avanços das crianças, pois as mesmas cada vez mais iam se envolvendo nesse mundo da leitura e escrita e era possível se perceber o quanto elas iam avançando de nível, pois algumas  crianças que só conheciam as letras começaram a ler palavras, outras da escrita pré silábica avançaram para a alfabética e entre outros. Confesso que essa experiência na sala de 2° ano enfrentei como um desafio  de alfabetizar, era como se eu me colocasse no lugar da professora da sala, e internalizasse essa responsabilidade como minha também, pois com os problemas de alfabetização que temos hoje em dia, observamos que muitas crianças  chegam ao 5° ano e não apresentam habilidades em leitura e escrita, vejo como uma vitória o avanço na leitura e escrita dessas crianças de 2°, as quais chegarão ao 5° ano sem esse problema de leitura e escrita. Tais alunos vejo como o espelho dos alunos da professora Carmem, que chegaram ao 5° ano com bastante habilidade de leitura, aos quais eram aplicadas atividades de leitura para aprender, e não de leitura para aprender a leitura propriamente dita.
As duas experiências, a primeira na sala da professora Carmem e a segunda na sala da professora Josiene me fez perceber o quanto o ambiente de sala de aula é complexo, ambiente esse que você está a todo momento lidando com várias situações que devem ser resolvidas com rapidez e eficácia. Nesse momento percebi  que uma sala de aula não vive só de flores e sim que os professores enfrentam  dilemas em seu dia a dia. Eu mesmo refletindo sobre minha ação percebir alguns dilemas dessa minha formação inicial, um deles é atender o individual e o coletivo ao mesmo tempo, outro era o desenrolar do processo de codificação que as vezes ficava meio sem jeito e tantos outros que vou descobrir a medida que for refletindo minha prática em sala de aula.
Após todas essa experiências me dei conta  o quanto estou segura para entrar em sala de aula, o quanto estou consciente dos desafios que vou enfrentar na carreira docente, e o quanto de bagagem o PIBID  permitiu que  levasse comigo nesse caminho de formação inicial, possibilitando  assim um desejo de que os estudantes de licenciatura aproveitem a oportunidade que o PIBID lhes proporciona, pois o mesmo me permitiu um grande crescimento. Crescimento esse que não foi só na academia e sim pessoal, pois o sentimento de empatia nos possibilita ter um olhar diferenciado para com o outro, e foi assim que eu e meus colegas olhamos  para aquelas crianças, nos colocamos no lugar delas, em seu mundo, para assim motivar a mesma a aprender a ler para que possa ver o mundo não só através da oralidade e sim através da leitura e escrita.

 
exposição dos scrapbooks construídos pelos alunos - 1
Festa de final de ano  dos alunos do 2° ano - grandes avanços

exposição scrapbooks -2



Momento que eu estava sendo presenteada por uma aluna
Fiquei muito feliz com o avanço dela.

   


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

VII INTERVENÇÃO: O MEIO AMBIENTE




Nessa intervenção fiquei maravilhada com os avanços dos alunos, pois foram propostas atividades bastante desafiadoras na quais os mesmos atenderam minhas expectativas e me surpreenderam,  pois  ao comparar com o segundo diagnóstico percebir o quanto os alunos se desenvolveram no processo de leitura e escrita.  Quando foi proposto que os mesmos fizessem a interpretação do texto sobre o meio ambiente, eles expressaram bastante criatividade nas perguntas que a demandava, mostraram ter bastante conhecimento e conscientização a cerca da preservação do meio ambiente, foram bastante participativos na dinâmica com jogo de boliche que foi feita na sala de aula, dinâmica essa que constatou o desenvolvimento do aluno no processo de formação de palavras a partir da noção das sílabas.
Eu orientando os alunos na interpretação do texto
 
 
Tanto essa intervenção quanto todas as outras foram influenciando no meu processo  do ser professora, ampliaram meu olhar a respeito da sala de aula e me fizeram criar hábitos de lidar com a sala de aula que só refletindo sobre as intervenções me fez perceber que eu tinha. Foi muito gratificante para mim conhecer um pouco da realidade da turma de segundo ano, de trabalhar com a professora josiene,  ( levarei comigo um pouco do que aprendir com ela acerca do ser professora) ,  e com  meus colegas bolsitas: Anderson, Murillo, Jamille, Naiane, Danilo e Poliana , os quais me prorcionaram as trocas de experiência, e essas me possibilitaram  uma aprendizagem bastante significativa.

Apesar dessa ser minha última intervenção, não pretendo parar, e sim continuar sendo reflexiva e tornar o meu futuro ambiente de sala de aula um lugar de pesquisa, para cada vez mais inovar objetivando aprendizagem significativa dos alunos.
Eu e meus colegas bolsistas orientando o jogo de boliche das sílabas
Orientação das atividades

Orientando os alunos na atividade de recorte de jornais


 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Intervenção VI -- Fábula " A tartaruga e a lebre".


Nesta quinta intervenção mudamos o tema de brincadeiras para fábulas. No primeiro dia discutimos a narrativa "A tartaruga e a lebre"para o processo de codificação, questionando os alunos a respeito da atitude de um dos personagens da história, logo depois dos questionamentos apresentamos um vídeo o qual tinha ligação com o acontecimento da história, questionamos o vídeo e eles conseguiram associar o mesmo a narrativa, e aos poucos problematizamos para que os alunos fossem refletindo e desenvolvessem a consciência crítica a respeito do tema. logo depois foram desenvolvidos a análise e síntese da palavra geradora e aplicadas atividades de cruzadinha e de leitura sobre os personagens da história (ligando assim os personagens aos seus nomes) e a ficha de descoberta de palavras.

Acompanhamento individual nas atividades

No dia seguinte foram desenvolvidos os processos de decodificação e análise e síntese da palavra geradora e foi aplicada uma atividade de produção textual, na qual os alunos deveriam criar um novo final para história. Esse momento foi maravilhoso, pois presenciei os mais belos finais criados pela criança e ainda com suas próprias palavras, sendo essa uma atividade que além de estimular a criatividade da criança ainda permite a mesma se  desenvolver no processo de escrita de texto.

Acompanhando os alunos na produção de texto

Posteriormente a essa atividade desenvolvemos uma atividade prática, em que cada aluno iria confeccionar uma tartaruga feita de garrafa pet, momento muito importante, pois a criança pode  ver de forma concreta uma representação da palavra geradora de forma bem divertida. As crianças amaram suas tartarugas e mais uma vez ficaram satisfeitas.

Tartaruga de garrafa pet de um aluno

produzindo a tartaruga de garrafa pet
 
Tartaruga de garrafa pet
                                           

Portanto a cada nova experiência vou me tornando professora tanto pela reflexão que faço da prática quanto pelo crescimento de cada criança que observo em sala e o quanto fico feliz cada vez que vejo a mesma obtendo progresso. Crianças essas que já tenho o contato desde o inicio do aluno, algumas apenas reconheciam as letras do alfabeto e escreviam de forma silábica e hoje escreve de forma alfabética, produzindo pequenos textos. Isso me traz felicidade no exercício da docência, pois apesar da sala de aula não ser minha, já sinto como se fosse.

Apesar da apreciação que faço dos momento de intervenção em sala ainda reconheço alguns dilemas que enfrento em sala, os quais estou me esforçando para superar, o que demanda experiência.Os dois dilemas são: o desenrolar dos processos de codificação e descodificação, pois tem tema que me deixa confusa sobre como organizar esses dois processos e sobre o que realmente abordar, como por exemplo, fiquei em dúvida se trabalhava sobre a tartaruga ou sobre a arrogância da lebre na fábula; outro dilema é o atendimento do coletivo e individual ao mesmo tempo.

Ressalto também o quanto é importante refletir sobre minha prática, pois me dou conta dos meus dilemas, crio estratégias para enfrentá-los e até mesmo mudar de estratégias nas intervenções que estão por vir.


A turma com suas tartarugas









terça-feira, 13 de outubro de 2015

UM OLHAR SOBRE A GESTÃO DA CLASSE.



O momento de observação da classe da professora Josiene de  acordo as categorias de análise da pesquisa de Gauthier me proporcionou bastante aprendizado, deixei o lugar de um sujeito participante da ação para o sujeito observador, apesar de na ação ter observado algumas coisas, vejo que nesse lugar de observadora percebi muito mais coisas que me possibilitaram refletir. Tal reflexão poderá  me proporcionar o uso  das estratégias utilizadas pela professora para futuramente assumir uma sala de aula, pois a mesma tem anos de experiência.

Percebi o quanto a sala de aula é um ambiente complexo que a todo momento deve-se tomar decisões, observei também o quanto é difícil gestar uma classe e quantos desafios vou encontrar na minha carreira profissional enquanto docente. Dessa forma vou me tornando professora, pois o contato com a teoria   permite ampliar o olhar que tenho sobre a prática, para não só observar e sim refletir sobre a mesma.

Portanto observar a sala de 2º ano da professora Josiene foi bastante significativo para o meu processo de formação, pois percebi que não existe receitas prontas de como ensinar e sim a experiência que vai tornando a mesma professora com suas estratégias de gestão com classe e até mesmo de como estimular os alunos no processo de aprendizagem. Além disso sempre me dou conta que um dos meus desafios e dilemas será atender o coletivo e o individual na sala de aula e o quanto estou aprendendo com as experiências da professora da sala.





quarta-feira, 2 de setembro de 2015

V INTERVENÇÃO -- O BRINQUEDO PIPA


Nessa intervenção começamos acionando os conhecimentos prévios dos alunos a respeito da Pipa (codificação) e logo depois apresentamos o texto do autor Ziraldo com o seguinte título “O menino e a pipa”e assim damos inicio a segunda etapa do processo que foi a descodificação, na qual  problematizava para que os alunos construíssem novos conhecimentos e soubessem que a pipa apesar de ser um brinquedo poderia causar acidente por conta da linha cerol (descodificação).  




Texto "O menino e a pipa" com a arte do desenho da pipa com papel crepom

 Em tal texto dizia que a pipa era maluca, por isso achou-se conveniente trabalhar essa característica da pipa nos processos de análise e síntese, que por sua vez deram origem a diversas palavras, coisas que a palavra pipa não dava conta. Nesses processos os alunos formaram várias palavras, conheceram a família silábica  ca-co-cu-que-qui que é meio complexa e outras. Além de toda essa parte social e linguística organizamos uma parte artística na quais as crianças enfeitaram um desenho de uma pipa com folha de papel  crepom e no último dia ajudamos os mesmos na confecção da pipa,  logo após foram para a área livre da escola brincar com a mesma. Esse foi um momento muito prazeroso, pois percebia no rosto de cada aluno a felicidade de está brincando de pipa, objeto o qual serviu de fonte de conhecimento para o mesmo, pois foi o tema abordado durante a semana, o qual nos permitiu trabalhar todos os passos do método de Freire.


cartaz das famílias silábicas da palavra "Maluca"

 Essa semana foi muito gratificante para mim, pois foram trabalhados os processos do método sociolinguístico de forma lúdica, que por sua vez possibilitaram uma aprendizagem bastante significativa para o aluno, percebi o quanto trabalhar com o concreto estimula mais ainda a aprendizagem. Porém nem tudo são flores, nessa semana percebi o quanto a manhã se torna trabalhosa na gestão da sala do 2º ano, pois os ritmos dos alunos já estão um pouco mais acelerados em comparação com o inicio do ano e o professor deve se desdobrar para ajudá-los a dar conta das atividades. Vejo que esse ritmo de gestão é o que devo tentar desenvolver quando assumir uma sala, contudo vai depender da experiência, pois gestar uma classe atendendo ao coletivo e ao mesmo tempo ao individual não é fácil.
Portanto, estou aprendendo a ser professora, a medida que vou me dando conta das demandas encontradas em sala de aula, que me permitem ter consciência dos dilemas que vou encontrar futuramente em sala de aula, vou me tornando também nas trocas de experiências com os colegas do PIBID, com a reflexão da nossa prática nas intervenções e até mesmo nos estudos teóricos, os quais nos permitem uma relação dialética com a prática, para que de acordo a Freire (1987) não fiquemos  presos ao idealismo, que é puro blá-blá-blá e nem ao ativismo, que é a ação sem reflexão e sim desenvolva a práxis que é “a reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.




quinta-feira, 30 de julho de 2015

ANÁLISE DOS RESULTADOS DO DIAGNÓSTICO II


A análise do diagnóstico II foi realizada no dia 29 julho, na qual se reuniram todos os grupos para juntar os dados e assim calcular a porcentagem dos avanços constatados. Esse foi um momento bastante importante pois discutimos sobre os avanços e contamos uns aos outros  as nossas impressões a cerca dos resultados dos alunos. Também nos fez ver que esse trabalho de articulação da universidade com o chão da escola nos proporciona diversas experiências bastantes significativas para a nossa formação, e também percebemos que não estamos sozinhos, pois a cada dúvida o grupo nos ajuda a solucionar.

Anotando os resultados


Ao analisar os resultados obtidos me surpreendi com os mesmos, pois a maioria dos alunos no diagnóstico I estavam no nível pré -silábico e hoje nenhum se encontra nesse nível, avançaram bastante. Tem alunos que acompanho mais de perto, e esses eu consegui ver o avanço mais de perto, teve um que do silábico avançou para o alfabético, e esse eu me surpreendi, pois até mesmo na leitura ele teve um avanço bastante significativo, saiu da fase que apenas conhecia as letras para a fase que já decodifica sílabas e consegue lê palavras com menor quantidade de sílabas.

Em relação a sala como um todo foi constatado na análise dos dados da escrita que dos 25 alunos (100%), 10 (40%) avançaram para o nível de escrita silábica, 6 alunos (24%) apresentaram escrita silábico alfabética; 8 alunos (32%) apresentaram escrita alfabética com erros ortográficos e apenas 1 aluno (4%) escreveu com ortografia convencional. 

Já em relação a análise da leitura foi observado que 20% (cinco alunos) apenas decodificam sílabas canônicas e identificam as letras, 16% (quatro alunos) decodificam sílabas, mas não lê a palavra, 36% (nove alunos) leem   e compreendem apenas algumas palavras e apenas 28% (sete alunos) leem e compreendem todas as palavras

Tais resultados me deixaram encantada, pois tanto nós bolsistas do PIBID, quanto supervisores e coordenadores constatamos que nosso trabalho colaborativo está possibilitando bons resultados. E me permitiu perceber o quanto é importante a pesquisa na nossa formação, pois se não fosse os estudos não saberíamos identificar em que níveis de escrita os alunos se encontram e os níveis de leitura. Além disso nos possibilita criar estratégias para estimular mais avanços tanto na leitura quanto na escrita.

Vejo também que esse encantamento é uma forma de experienciar uma das fases que enquanto futura docente vou presenciar. E assim vou me constituindo enquanto professora, aos poucos vou experienciando todos os momentos pelo qual uma docente passa, refletindo minhas dificuldades nesses primeiros passos, planejando ações visando a aprendizagem dos alunos e ao mesmo tempo me sentindo cada vez mais segura para enfrentar todos os problemas encontrados na carreira docente, pois esse contato com a escola nos faz perceber que a carreira docente não é só um mar de rosas, que vão ter problemas que devem ser enfrentados com garra para que não haja um desencantamento do "ser professor".

Contudo reafirmo novamente que essas experiencias do PIBID já fazem eu me perceber enquanto professora em sala, apesar de ser da professora supervisora, as vezes sinto como se fosse minha, como se fossem meus alunos, e como se tivesse que resolver os problemas encontrados. Esse sentimento meio estranho as vezes me faz pensar que é algo que faz parte da minha constituição enquanto professora, deve ser um sentimento de familiaridade com a sala, ou uma autonomia desenvolvida por mim. Assim finalizo ressaltando as Palavras de Freire que diz que ninguém nasce professor se torna professor, e assim vou me tornando, pois de acordo a Freire somos seres incompletos e inconclusos, então não somos, estamos cada vez mais sendo.

Discussão dos dados em grupo





terça-feira, 28 de julho de 2015

DIAGNÓSTICO II- Os avanços.


Antes do diagnóstico foi realizada uma reunião de planejamento para a construção das atividades do mesmo, nesse dia retomamos novamente os descritores de leitura e escrita do MEC para realmente saber quais as habilidades seriam observadas em torno das questões construídas em tais atividades. Isso nos permite  segurança e organização em torno do que estamos fazendo para ter em vista os objetivos da atividade.

Dia do planejamento do diagnóstico

O diagnóstico foi realizado entre os dias 22 e 23 de Julho, no primeiro dia foi realizado o diagnóstico de leitura e no segundo dia o de escrita. A medida que eu ia acompanhando os alunos nas atividades de diagnóstico, já observava os seus avanços e sua mudança de comportamento em torno das atividades. Uma aluna em especial me chamou atenção, ela avançou bastante do primeiro diagnóstico até hoje, ela apenas conhecia as letras e hoje lê algumas palavras, isso me deixou muito feliz, porém reconheço que além das nossas intervenções do PIBID tem também o trabalho da professora Josiene que está ali no cotidiano trabalhando corpo a corpo com aquelas crianças.

E assim vou me tornando professora, sinto que a cada nova intervenção vou adquirindo novos saberes e também das impressões do trabalho da professora da sala, pois a mesma é dedicada e atenciosa com os alunos, e tem um trabalho serio com a turma visando alfabetizá-los até o final desse ano.

Além das impressões da professora em sala, também vejo de fundamental importância  para a minha formação as reflexões que faço sobre cada intervenção aqui no blog, vejo que refletir a prática e articular  a mesma com a  teoria  é muito importante.

E aos poucos vou me tornando professora a cada observação, a cada forma de agir, a cada reflexão. Na observação me torno pois pego pra mim apenas as coisas boas e desconsidero as ruins, na forma de agir e na reflexão me torno pois a cada nova forma de agir reflito sobre ela e vou criando outras formas e assim sucessivamente.

Contudo quero me tornar o que Freire chama de um bom professor, e sinto que quanto mais eu me dedicar, mais terei chances de me tornar. Dessa forma afirma Freire (1996 ,p.96) "O bom professor é o que consegue enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam por que acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, sua dúvidas, suas incertezas".

A partir dessa fala de Freire vejo que ser professor é isso, encantar os alunos em sua aulas para que possam aprender de forma prazerosa.

Orientando um aluno na atividade de diagnóstico

orientação



Eu, a professora da sala, e os três colegas que aplicaram o diagnóstico junto comigo

                                         
Aluno fazendo diagnóstico de escrita (1)

Aluno fazendo diagnóstico de escrita (2)