terça-feira, 16 de junho de 2015

INTERVENÇÃO III- MÚSICA "O PATO".


 Entre os dia 11 e 12 de junho trabalhamos a música "O pato" do autor e compositor Vinicius de Moraes, dessa vez antes mesmo de apresentar o texto aos alunos, falamos sobre a biografia do mesmo. Depois disso cantamos junto com os alunos a música em questão e logo depois discutimos com eles sobre o que a música expressava, sobre o que era o pato. Além da música apresentamos aos alunos a história do "Patinho feio", falando e ouvindo a opinião dos alunos a respeito das diferenças.

Após essa abordagem social a respeito da palavra geradora PATO, escrevemos a mesma no quadro com ajuda dos alunos e apresentamos a família silábica, após tal apresentação, foi solicitado que cada aluno formasse uma palavra com as família silábica. Posteriormente a isso aplicamos um autoditado  com a família silábica da palavra "pato", nele pude perceber o progresso de alguns alunos no nível de escrita, de silábico para silábico-alfabético.

Além da atividade de autoditado também foi aplicada uma atividade  a qual os alunos pesquisariam em revistas e jornais as sílabas da família da palavra pato. Nesse momento pude perceber o quanto as crianças ficavam felizes de encontrar as sílabas, porém eu ia orientando no sentido delas cortarem a palavra como um todo e não sua sílaba, eu as mostrava que as sílabas formavam uma palavra, que não podiam ser tiradas de forma isolada daquele contexto. percebi também a confusão que fazem em relação a letra q e p,  que muitas vezes as crianças no processo de alfabetização confundem uma com a outra. Trabalhamos também com a pintura da imagem do pato, e percebi o quanto eles tem o gosto por essa atividade.

Contudo a cada nova experiência em sala de aula no PIBID, me surpreendo com as especificidades de cada aluno, percebo o quanto é um ambiente complexo, o qual deve-se tomar decisões a todo momento. De acordo  a Doyle (1997 apud ZALBAZA, 2003) o ambiente de sala de aula tem três elementos da complexidade,  que são a multidimensionalidade ( O que  se  faz nela  serve para vários propósitos); a simultaneidade ( ocorre várias coisas em um só tempo) e a imprevisibilidade ( não se pode prever o que vai acontecer). Assim percebe-se que a partir  das discussões sobre uma determinado tema com os alunos tomando como base a palavra geradora, estamos preparando os alunos para usar esses conhecimento em diversas situações, isso explica os vários propósitos do ambiente da sala de aula. 

A respeito da simultaneidade e multidimensionalidade fui pega de surpresa por uma aluno. Tudo começou no momento que eu estava discutindo sobre as diferenças e logo ele gritou de lá que era igual ao pai dele, a partir disso tive que pensar o mais rápido possível e encontrar uma diferença entre ele e o pai dele, afirmando ser a altura. O que eu penso desse momento é que eu sabia que ia acontecer várias coisas , mas não sabia que logo aquele questionamento ia ser feito pelo aluno.

Portanto a cada nova intervenção percebo um saber construído na prática,  o qual vai sendo construído a medida que a teoria me dar suporte e me faz olhar de forma mais especifica para cada situação que ocorre na prática. Assim ressalto a importância da práxis, que é a ação e reflexão da prática em sala de aula, a qual permite a cada reflexão uma re- ação em relação ao que foi feito em sala.

                                  Atividade de recorte em jornais e revista das sílabas " Pato"


                                            Escrita das palavras formadas pelos alunos



                                              Leitura da história ' O patinho feio"

quinta-feira, 4 de junho de 2015

INTERVENÇÃO II - CANTIGA DE RODA "PIRULITO QUE BATE BATE"


         
         No primeiro dia iniciamos nossa intervenção escrevendo a palavra PIRULITO no quadro e levantando conhecimentos prévios dos alunos sobre a mesma, depois apresentamos a cantiga de roda “ Pirulito que bate bate” em um cartaz e cantamos a mesma junto com os alunos.  Após cantar a música problematizamos a respeito do Pirulito, discutindo assim a respeito de uma alimentação saudável e as consequências do exagero em consumir doces para que as crianças construíssem novos conhecimentos.
Posteriormente aos processos de codificação e descodificação trabalhamos a parte linguística da palavra pirulito, apresentando assim as suas famílias silábicas e solicitamos que alguns alunos viessem ao quadro escrever palavras que apresentavam tais famílias silábicas. Em seguida aplicamos atividades de acordo ao nível de cada aluno e uma atividade de artes, na qual os alunos fizeram pirulito de jornal, o qual nós colamos no cartaz da música e eles eram chamados individualmente para pintar seu pirulito.
No segundo dia trabalhamos a palavra geradora MENINA, fazendo o mesmo processo da palavra Pirulito, observei que alguns alunos que vieram ao quadro tentaram formar palavras e ao fazer sua leitura, ao invés de tentar ler a palavra, olhavam apenas para a primeira letra e tentavam adivinhar, ai entramos intervindo e explicando que as sílabas estavam ali para serem decifradas para a codificação de palavras. Logo depois foi feita atividades de acordo ao nível de cada aluno e uma atividade de artes com barbante, na qual os alunos iriam cobrir com barbante o pirulito que fosse maior.
Contudo tal intervenção me possibilitou observar a forma como algumas crianças vão construindo suas hipóteses de leitura, perceber o momento em que o professor deve intervir nesse processo e perceber o quanto uma cantiga de roda causou uma discussão a respeito de conteúdos importantes para a formação das crianças enquanto indivíduos críticos. Da simples palavra pirulito foi discutido a respeito da alimentação saudável, de doenças causadas pelo alto consumo de açúcar e etc.
Em relação a minha formação enquanto pedagoga reflexiva, pude assim perceber a mudança no meu discurso, pois na intervenção anterior a qual trabalhamos a cantiga da  “Barata” expressei a dificuldade em relação codificação e descodificação da palavra geradora, e hoje percebi que minha reflexão anterior  me fez avançar nesse ponto, pois discutir com os alunos a palavra pirulito sem nenhum problema.
Portanto mais uma vez reforço a importância da reflexão, pois por experiência própria percebo o quanto a mesma está me fazendo aperfeiçoar a prática nos pontos que percebo que não fui bem

                                            
                                       Aluna no quadro pensando na palavra para formar





                                         
                                            Discussão sobre a palavra geradora Pirulito



                                              
                                Aluno escrevendo palavra com a família silábica de Pirulito


                                
                                                    Arte do barbante no Pirulito


                                                      
                                            Arte com o barbante e o Pirulito de Jornal