No primeiro dia iniciamos nossa intervenção escrevendo a palavra PIRULITO no quadro e levantando conhecimentos prévios dos alunos sobre a mesma, depois apresentamos a cantiga de roda “ Pirulito que bate bate” em um cartaz e cantamos a mesma junto com os alunos. Após cantar a música problematizamos a respeito do Pirulito, discutindo assim a respeito de uma alimentação saudável e as consequências do exagero em consumir doces para que as crianças construíssem novos conhecimentos.
Posteriormente aos
processos de codificação e descodificação trabalhamos a parte linguística da
palavra pirulito, apresentando assim as suas famílias silábicas e solicitamos
que alguns alunos viessem ao quadro escrever palavras que apresentavam tais famílias
silábicas. Em seguida aplicamos atividades de acordo ao nível de cada aluno e
uma atividade de artes, na qual os alunos fizeram pirulito de jornal, o qual
nós colamos no cartaz da música e eles eram chamados individualmente para
pintar seu pirulito.
No segundo dia
trabalhamos a palavra geradora MENINA, fazendo o mesmo processo da palavra
Pirulito, observei que alguns alunos que vieram ao quadro tentaram formar
palavras e ao fazer sua leitura, ao invés de tentar ler a palavra, olhavam
apenas para a primeira letra e tentavam adivinhar, ai entramos intervindo e
explicando que as sílabas estavam ali para serem decifradas para a codificação
de palavras. Logo depois foi feita atividades de acordo ao nível de cada aluno
e uma atividade de artes com barbante, na qual os alunos iriam cobrir com
barbante o pirulito que fosse maior.
Contudo tal intervenção
me possibilitou observar a forma como algumas crianças vão construindo suas hipóteses
de leitura, perceber o momento em que o professor deve intervir nesse processo
e perceber o quanto uma cantiga de roda causou uma discussão a respeito de
conteúdos importantes para a formação das crianças enquanto indivíduos críticos.
Da simples palavra pirulito foi discutido a respeito da alimentação saudável,
de doenças causadas pelo alto consumo de açúcar e etc.
Em relação a minha
formação enquanto pedagoga reflexiva, pude assim perceber a mudança no meu discurso,
pois na intervenção anterior a qual trabalhamos a cantiga da “Barata” expressei a dificuldade em relação
codificação e descodificação da palavra geradora, e hoje percebi que minha
reflexão anterior me fez avançar nesse
ponto, pois discutir com os alunos a palavra pirulito sem nenhum problema.
Portanto mais uma vez
reforço a importância da reflexão, pois por experiência própria percebo o
quanto a mesma está me fazendo aperfeiçoar a prática nos pontos que percebo que
não fui bem





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