quinta-feira, 30 de julho de 2015

ANÁLISE DOS RESULTADOS DO DIAGNÓSTICO II


A análise do diagnóstico II foi realizada no dia 29 julho, na qual se reuniram todos os grupos para juntar os dados e assim calcular a porcentagem dos avanços constatados. Esse foi um momento bastante importante pois discutimos sobre os avanços e contamos uns aos outros  as nossas impressões a cerca dos resultados dos alunos. Também nos fez ver que esse trabalho de articulação da universidade com o chão da escola nos proporciona diversas experiências bastantes significativas para a nossa formação, e também percebemos que não estamos sozinhos, pois a cada dúvida o grupo nos ajuda a solucionar.

Anotando os resultados


Ao analisar os resultados obtidos me surpreendi com os mesmos, pois a maioria dos alunos no diagnóstico I estavam no nível pré -silábico e hoje nenhum se encontra nesse nível, avançaram bastante. Tem alunos que acompanho mais de perto, e esses eu consegui ver o avanço mais de perto, teve um que do silábico avançou para o alfabético, e esse eu me surpreendi, pois até mesmo na leitura ele teve um avanço bastante significativo, saiu da fase que apenas conhecia as letras para a fase que já decodifica sílabas e consegue lê palavras com menor quantidade de sílabas.

Em relação a sala como um todo foi constatado na análise dos dados da escrita que dos 25 alunos (100%), 10 (40%) avançaram para o nível de escrita silábica, 6 alunos (24%) apresentaram escrita silábico alfabética; 8 alunos (32%) apresentaram escrita alfabética com erros ortográficos e apenas 1 aluno (4%) escreveu com ortografia convencional. 

Já em relação a análise da leitura foi observado que 20% (cinco alunos) apenas decodificam sílabas canônicas e identificam as letras, 16% (quatro alunos) decodificam sílabas, mas não lê a palavra, 36% (nove alunos) leem   e compreendem apenas algumas palavras e apenas 28% (sete alunos) leem e compreendem todas as palavras

Tais resultados me deixaram encantada, pois tanto nós bolsistas do PIBID, quanto supervisores e coordenadores constatamos que nosso trabalho colaborativo está possibilitando bons resultados. E me permitiu perceber o quanto é importante a pesquisa na nossa formação, pois se não fosse os estudos não saberíamos identificar em que níveis de escrita os alunos se encontram e os níveis de leitura. Além disso nos possibilita criar estratégias para estimular mais avanços tanto na leitura quanto na escrita.

Vejo também que esse encantamento é uma forma de experienciar uma das fases que enquanto futura docente vou presenciar. E assim vou me constituindo enquanto professora, aos poucos vou experienciando todos os momentos pelo qual uma docente passa, refletindo minhas dificuldades nesses primeiros passos, planejando ações visando a aprendizagem dos alunos e ao mesmo tempo me sentindo cada vez mais segura para enfrentar todos os problemas encontrados na carreira docente, pois esse contato com a escola nos faz perceber que a carreira docente não é só um mar de rosas, que vão ter problemas que devem ser enfrentados com garra para que não haja um desencantamento do "ser professor".

Contudo reafirmo novamente que essas experiencias do PIBID já fazem eu me perceber enquanto professora em sala, apesar de ser da professora supervisora, as vezes sinto como se fosse minha, como se fossem meus alunos, e como se tivesse que resolver os problemas encontrados. Esse sentimento meio estranho as vezes me faz pensar que é algo que faz parte da minha constituição enquanto professora, deve ser um sentimento de familiaridade com a sala, ou uma autonomia desenvolvida por mim. Assim finalizo ressaltando as Palavras de Freire que diz que ninguém nasce professor se torna professor, e assim vou me tornando, pois de acordo a Freire somos seres incompletos e inconclusos, então não somos, estamos cada vez mais sendo.

Discussão dos dados em grupo





8 comentários:

  1. Átila,
    Parabéns, esse sentimento que você ressalta ter nós nunca devemos perder por mais que eventuais acontecimentos venha acontecer pois, é o que nos punciona a querer fazer o melhor pelos nossos educando, penso que quando o professor perde esse sentimento ele deixa de ser educador.

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  2. Átila,
    Parabéns, esse sentimento que você ressalta ter nós nunca devemos perder por mais que eventuais acontecimentos venha acontecer pois, é o que nos punciona a querer fazer o melhor pelos nossos educando, penso que quando o professor perde esse sentimento ele deixa de ser educador.

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  3. Oi Atila!

    Amei suas reflexões. Você realmente mostra-se implicada com sua prática pedagógica. Gostaria que você trouxesse reflexões sobre a importância da pesquisa na sua formação.

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  4. Compartilho com você companheira esse mesmo sentimento de preocupação para com os problemas existentes da sala, mesmo sendo bolsistas temos a sensação de responsabilidade em relação ao avanço dos alunos.

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  5. Você expôs muito bem os seus sentimentos e a contribuição que o PIBID tem dado para sua formação, pois estamos tendo a oportunidade de vivenciar e sentir os dilemas da escola.

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  6. Gostei de sua reflexão colega, Parabéns pela escrita.....Me fala um pouco mais sobre as dificuldades que está lhe permitindo crescer na sua carreira, e como está agindo para superá-las?

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  7. Colega Anderson, uma das dificuldades que eu sentia era no processo de codificação e descodificação, mas percebi que depois de tal reflexão consegui superar, e outra não é nem o que estou vivendo e sim o que acho que quando estiver em sala de aula vou ter que me articular para isso, que é ao mesmo tempo que cuidar da sala toda, ter que cuidar das individualidades de cada aluno, que é um pouco difícil.

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  8. Oi Átila!

    Esse dilema da Gestão da Classe é normal no início da carreira e acredito que perdure um bom tempo até você ir construindo os saberes docentes. O importante é você ir refletindo sobre sua prática e ir construindo etnométodos que te ajudem na superação desses dilemas.

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