terça-feira, 22 de dezembro de 2015

VII INTERVENÇÃO: O MEIO AMBIENTE




Nessa intervenção fiquei maravilhada com os avanços dos alunos, pois foram propostas atividades bastante desafiadoras na quais os mesmos atenderam minhas expectativas e me surpreenderam,  pois  ao comparar com o segundo diagnóstico percebir o quanto os alunos se desenvolveram no processo de leitura e escrita.  Quando foi proposto que os mesmos fizessem a interpretação do texto sobre o meio ambiente, eles expressaram bastante criatividade nas perguntas que a demandava, mostraram ter bastante conhecimento e conscientização a cerca da preservação do meio ambiente, foram bastante participativos na dinâmica com jogo de boliche que foi feita na sala de aula, dinâmica essa que constatou o desenvolvimento do aluno no processo de formação de palavras a partir da noção das sílabas.
Eu orientando os alunos na interpretação do texto
 
 
Tanto essa intervenção quanto todas as outras foram influenciando no meu processo  do ser professora, ampliaram meu olhar a respeito da sala de aula e me fizeram criar hábitos de lidar com a sala de aula que só refletindo sobre as intervenções me fez perceber que eu tinha. Foi muito gratificante para mim conhecer um pouco da realidade da turma de segundo ano, de trabalhar com a professora josiene,  ( levarei comigo um pouco do que aprendir com ela acerca do ser professora) ,  e com  meus colegas bolsitas: Anderson, Murillo, Jamille, Naiane, Danilo e Poliana , os quais me prorcionaram as trocas de experiência, e essas me possibilitaram  uma aprendizagem bastante significativa.

Apesar dessa ser minha última intervenção, não pretendo parar, e sim continuar sendo reflexiva e tornar o meu futuro ambiente de sala de aula um lugar de pesquisa, para cada vez mais inovar objetivando aprendizagem significativa dos alunos.
Eu e meus colegas bolsistas orientando o jogo de boliche das sílabas
Orientação das atividades

Orientando os alunos na atividade de recorte de jornais


 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Intervenção VI -- Fábula " A tartaruga e a lebre".


Nesta quinta intervenção mudamos o tema de brincadeiras para fábulas. No primeiro dia discutimos a narrativa "A tartaruga e a lebre"para o processo de codificação, questionando os alunos a respeito da atitude de um dos personagens da história, logo depois dos questionamentos apresentamos um vídeo o qual tinha ligação com o acontecimento da história, questionamos o vídeo e eles conseguiram associar o mesmo a narrativa, e aos poucos problematizamos para que os alunos fossem refletindo e desenvolvessem a consciência crítica a respeito do tema. logo depois foram desenvolvidos a análise e síntese da palavra geradora e aplicadas atividades de cruzadinha e de leitura sobre os personagens da história (ligando assim os personagens aos seus nomes) e a ficha de descoberta de palavras.

Acompanhamento individual nas atividades

No dia seguinte foram desenvolvidos os processos de decodificação e análise e síntese da palavra geradora e foi aplicada uma atividade de produção textual, na qual os alunos deveriam criar um novo final para história. Esse momento foi maravilhoso, pois presenciei os mais belos finais criados pela criança e ainda com suas próprias palavras, sendo essa uma atividade que além de estimular a criatividade da criança ainda permite a mesma se  desenvolver no processo de escrita de texto.

Acompanhando os alunos na produção de texto

Posteriormente a essa atividade desenvolvemos uma atividade prática, em que cada aluno iria confeccionar uma tartaruga feita de garrafa pet, momento muito importante, pois a criança pode  ver de forma concreta uma representação da palavra geradora de forma bem divertida. As crianças amaram suas tartarugas e mais uma vez ficaram satisfeitas.

Tartaruga de garrafa pet de um aluno

produzindo a tartaruga de garrafa pet
 
Tartaruga de garrafa pet
                                           

Portanto a cada nova experiência vou me tornando professora tanto pela reflexão que faço da prática quanto pelo crescimento de cada criança que observo em sala e o quanto fico feliz cada vez que vejo a mesma obtendo progresso. Crianças essas que já tenho o contato desde o inicio do aluno, algumas apenas reconheciam as letras do alfabeto e escreviam de forma silábica e hoje escreve de forma alfabética, produzindo pequenos textos. Isso me traz felicidade no exercício da docência, pois apesar da sala de aula não ser minha, já sinto como se fosse.

Apesar da apreciação que faço dos momento de intervenção em sala ainda reconheço alguns dilemas que enfrento em sala, os quais estou me esforçando para superar, o que demanda experiência.Os dois dilemas são: o desenrolar dos processos de codificação e descodificação, pois tem tema que me deixa confusa sobre como organizar esses dois processos e sobre o que realmente abordar, como por exemplo, fiquei em dúvida se trabalhava sobre a tartaruga ou sobre a arrogância da lebre na fábula; outro dilema é o atendimento do coletivo e individual ao mesmo tempo.

Ressalto também o quanto é importante refletir sobre minha prática, pois me dou conta dos meus dilemas, crio estratégias para enfrentá-los e até mesmo mudar de estratégias nas intervenções que estão por vir.


A turma com suas tartarugas









terça-feira, 13 de outubro de 2015

UM OLHAR SOBRE A GESTÃO DA CLASSE.



O momento de observação da classe da professora Josiene de  acordo as categorias de análise da pesquisa de Gauthier me proporcionou bastante aprendizado, deixei o lugar de um sujeito participante da ação para o sujeito observador, apesar de na ação ter observado algumas coisas, vejo que nesse lugar de observadora percebi muito mais coisas que me possibilitaram refletir. Tal reflexão poderá  me proporcionar o uso  das estratégias utilizadas pela professora para futuramente assumir uma sala de aula, pois a mesma tem anos de experiência.

Percebi o quanto a sala de aula é um ambiente complexo que a todo momento deve-se tomar decisões, observei também o quanto é difícil gestar uma classe e quantos desafios vou encontrar na minha carreira profissional enquanto docente. Dessa forma vou me tornando professora, pois o contato com a teoria   permite ampliar o olhar que tenho sobre a prática, para não só observar e sim refletir sobre a mesma.

Portanto observar a sala de 2º ano da professora Josiene foi bastante significativo para o meu processo de formação, pois percebi que não existe receitas prontas de como ensinar e sim a experiência que vai tornando a mesma professora com suas estratégias de gestão com classe e até mesmo de como estimular os alunos no processo de aprendizagem. Além disso sempre me dou conta que um dos meus desafios e dilemas será atender o coletivo e o individual na sala de aula e o quanto estou aprendendo com as experiências da professora da sala.





quarta-feira, 2 de setembro de 2015

V INTERVENÇÃO -- O BRINQUEDO PIPA


Nessa intervenção começamos acionando os conhecimentos prévios dos alunos a respeito da Pipa (codificação) e logo depois apresentamos o texto do autor Ziraldo com o seguinte título “O menino e a pipa”e assim damos inicio a segunda etapa do processo que foi a descodificação, na qual  problematizava para que os alunos construíssem novos conhecimentos e soubessem que a pipa apesar de ser um brinquedo poderia causar acidente por conta da linha cerol (descodificação).  




Texto "O menino e a pipa" com a arte do desenho da pipa com papel crepom

 Em tal texto dizia que a pipa era maluca, por isso achou-se conveniente trabalhar essa característica da pipa nos processos de análise e síntese, que por sua vez deram origem a diversas palavras, coisas que a palavra pipa não dava conta. Nesses processos os alunos formaram várias palavras, conheceram a família silábica  ca-co-cu-que-qui que é meio complexa e outras. Além de toda essa parte social e linguística organizamos uma parte artística na quais as crianças enfeitaram um desenho de uma pipa com folha de papel  crepom e no último dia ajudamos os mesmos na confecção da pipa,  logo após foram para a área livre da escola brincar com a mesma. Esse foi um momento muito prazeroso, pois percebia no rosto de cada aluno a felicidade de está brincando de pipa, objeto o qual serviu de fonte de conhecimento para o mesmo, pois foi o tema abordado durante a semana, o qual nos permitiu trabalhar todos os passos do método de Freire.


cartaz das famílias silábicas da palavra "Maluca"

 Essa semana foi muito gratificante para mim, pois foram trabalhados os processos do método sociolinguístico de forma lúdica, que por sua vez possibilitaram uma aprendizagem bastante significativa para o aluno, percebi o quanto trabalhar com o concreto estimula mais ainda a aprendizagem. Porém nem tudo são flores, nessa semana percebi o quanto a manhã se torna trabalhosa na gestão da sala do 2º ano, pois os ritmos dos alunos já estão um pouco mais acelerados em comparação com o inicio do ano e o professor deve se desdobrar para ajudá-los a dar conta das atividades. Vejo que esse ritmo de gestão é o que devo tentar desenvolver quando assumir uma sala, contudo vai depender da experiência, pois gestar uma classe atendendo ao coletivo e ao mesmo tempo ao individual não é fácil.
Portanto, estou aprendendo a ser professora, a medida que vou me dando conta das demandas encontradas em sala de aula, que me permitem ter consciência dos dilemas que vou encontrar futuramente em sala de aula, vou me tornando também nas trocas de experiências com os colegas do PIBID, com a reflexão da nossa prática nas intervenções e até mesmo nos estudos teóricos, os quais nos permitem uma relação dialética com a prática, para que de acordo a Freire (1987) não fiquemos  presos ao idealismo, que é puro blá-blá-blá e nem ao ativismo, que é a ação sem reflexão e sim desenvolva a práxis que é “a reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.




quinta-feira, 30 de julho de 2015

ANÁLISE DOS RESULTADOS DO DIAGNÓSTICO II


A análise do diagnóstico II foi realizada no dia 29 julho, na qual se reuniram todos os grupos para juntar os dados e assim calcular a porcentagem dos avanços constatados. Esse foi um momento bastante importante pois discutimos sobre os avanços e contamos uns aos outros  as nossas impressões a cerca dos resultados dos alunos. Também nos fez ver que esse trabalho de articulação da universidade com o chão da escola nos proporciona diversas experiências bastantes significativas para a nossa formação, e também percebemos que não estamos sozinhos, pois a cada dúvida o grupo nos ajuda a solucionar.

Anotando os resultados


Ao analisar os resultados obtidos me surpreendi com os mesmos, pois a maioria dos alunos no diagnóstico I estavam no nível pré -silábico e hoje nenhum se encontra nesse nível, avançaram bastante. Tem alunos que acompanho mais de perto, e esses eu consegui ver o avanço mais de perto, teve um que do silábico avançou para o alfabético, e esse eu me surpreendi, pois até mesmo na leitura ele teve um avanço bastante significativo, saiu da fase que apenas conhecia as letras para a fase que já decodifica sílabas e consegue lê palavras com menor quantidade de sílabas.

Em relação a sala como um todo foi constatado na análise dos dados da escrita que dos 25 alunos (100%), 10 (40%) avançaram para o nível de escrita silábica, 6 alunos (24%) apresentaram escrita silábico alfabética; 8 alunos (32%) apresentaram escrita alfabética com erros ortográficos e apenas 1 aluno (4%) escreveu com ortografia convencional. 

Já em relação a análise da leitura foi observado que 20% (cinco alunos) apenas decodificam sílabas canônicas e identificam as letras, 16% (quatro alunos) decodificam sílabas, mas não lê a palavra, 36% (nove alunos) leem   e compreendem apenas algumas palavras e apenas 28% (sete alunos) leem e compreendem todas as palavras

Tais resultados me deixaram encantada, pois tanto nós bolsistas do PIBID, quanto supervisores e coordenadores constatamos que nosso trabalho colaborativo está possibilitando bons resultados. E me permitiu perceber o quanto é importante a pesquisa na nossa formação, pois se não fosse os estudos não saberíamos identificar em que níveis de escrita os alunos se encontram e os níveis de leitura. Além disso nos possibilita criar estratégias para estimular mais avanços tanto na leitura quanto na escrita.

Vejo também que esse encantamento é uma forma de experienciar uma das fases que enquanto futura docente vou presenciar. E assim vou me constituindo enquanto professora, aos poucos vou experienciando todos os momentos pelo qual uma docente passa, refletindo minhas dificuldades nesses primeiros passos, planejando ações visando a aprendizagem dos alunos e ao mesmo tempo me sentindo cada vez mais segura para enfrentar todos os problemas encontrados na carreira docente, pois esse contato com a escola nos faz perceber que a carreira docente não é só um mar de rosas, que vão ter problemas que devem ser enfrentados com garra para que não haja um desencantamento do "ser professor".

Contudo reafirmo novamente que essas experiencias do PIBID já fazem eu me perceber enquanto professora em sala, apesar de ser da professora supervisora, as vezes sinto como se fosse minha, como se fossem meus alunos, e como se tivesse que resolver os problemas encontrados. Esse sentimento meio estranho as vezes me faz pensar que é algo que faz parte da minha constituição enquanto professora, deve ser um sentimento de familiaridade com a sala, ou uma autonomia desenvolvida por mim. Assim finalizo ressaltando as Palavras de Freire que diz que ninguém nasce professor se torna professor, e assim vou me tornando, pois de acordo a Freire somos seres incompletos e inconclusos, então não somos, estamos cada vez mais sendo.

Discussão dos dados em grupo





terça-feira, 28 de julho de 2015

DIAGNÓSTICO II- Os avanços.


Antes do diagnóstico foi realizada uma reunião de planejamento para a construção das atividades do mesmo, nesse dia retomamos novamente os descritores de leitura e escrita do MEC para realmente saber quais as habilidades seriam observadas em torno das questões construídas em tais atividades. Isso nos permite  segurança e organização em torno do que estamos fazendo para ter em vista os objetivos da atividade.

Dia do planejamento do diagnóstico

O diagnóstico foi realizado entre os dias 22 e 23 de Julho, no primeiro dia foi realizado o diagnóstico de leitura e no segundo dia o de escrita. A medida que eu ia acompanhando os alunos nas atividades de diagnóstico, já observava os seus avanços e sua mudança de comportamento em torno das atividades. Uma aluna em especial me chamou atenção, ela avançou bastante do primeiro diagnóstico até hoje, ela apenas conhecia as letras e hoje lê algumas palavras, isso me deixou muito feliz, porém reconheço que além das nossas intervenções do PIBID tem também o trabalho da professora Josiene que está ali no cotidiano trabalhando corpo a corpo com aquelas crianças.

E assim vou me tornando professora, sinto que a cada nova intervenção vou adquirindo novos saberes e também das impressões do trabalho da professora da sala, pois a mesma é dedicada e atenciosa com os alunos, e tem um trabalho serio com a turma visando alfabetizá-los até o final desse ano.

Além das impressões da professora em sala, também vejo de fundamental importância  para a minha formação as reflexões que faço sobre cada intervenção aqui no blog, vejo que refletir a prática e articular  a mesma com a  teoria  é muito importante.

E aos poucos vou me tornando professora a cada observação, a cada forma de agir, a cada reflexão. Na observação me torno pois pego pra mim apenas as coisas boas e desconsidero as ruins, na forma de agir e na reflexão me torno pois a cada nova forma de agir reflito sobre ela e vou criando outras formas e assim sucessivamente.

Contudo quero me tornar o que Freire chama de um bom professor, e sinto que quanto mais eu me dedicar, mais terei chances de me tornar. Dessa forma afirma Freire (1996 ,p.96) "O bom professor é o que consegue enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam por que acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, sua dúvidas, suas incertezas".

A partir dessa fala de Freire vejo que ser professor é isso, encantar os alunos em sua aulas para que possam aprender de forma prazerosa.

Orientando um aluno na atividade de diagnóstico

orientação



Eu, a professora da sala, e os três colegas que aplicaram o diagnóstico junto comigo

                                         
Aluno fazendo diagnóstico de escrita (1)

Aluno fazendo diagnóstico de escrita (2)






quinta-feira, 9 de julho de 2015

QUARTA INTERVENÇÃO – OFICINA ANIMAL



A nossa quarta intervenção ocorreu entre os dias 07 e 08 de julho de 2015, o nosso tema foi “Animal”. No primeiro dia a minha colega de dupla Jamille que tomou mais a frente da aula eu ajudando em outros pontos. Assim a  aula foi iniciada com uma dinâmica denominada “Que animal eu sou?”, na qual escolhemos um aluno da turma e nas costas do mesmo colamos uma folha com uma imagem e nome de um determinado animal, esse aluno por sua vez deveria fazer perguntas a toda a turma a respeito das características do animal que ele achava está em suas costas, à turma apenas poderia responder “Sim” ou “Não”, a partir disso o aluno deveria dizer o nome do animal que achava está em suas costas.

Logo depois disso foi feita a leitura da história “O leão e o rato” e discutida com os alunos, assim com base na história foi apresentada para eles a palavra geradora “Animal”, fazendo levantamentos prévios a cerca do que os alunos sabiam sobre animais (codificação) depois problematizando para a construção de novos conhecimentos (descodificação) e logo depois começou o processo de analise ( dividir a palavra geradora em sílabas e mostrar as famílias silábicas de cada uma) e logo depois a síntese (juntar as sílabas das famílias silábica para formar outras palavras).

Após os processos do método sociolinguístico aplicamos uma atividade com uma ficha catalógrafica, ou seja, um banco das famílias silábicas da palavra “Animal” para que os alunos fizessem o processo de síntese e fizessem a leitura dessas palavras. Posteriormente aplicamos outra atividade, na qual os alunos iriam dizer a quantidade de sílabas e de letras de palavras formadas com a família silábica da palavra geradora “Animal”. Nesse momento percebi um pouco de dificuldade na diferenciação entre letras e sílabas, pois a maioria crianças avançou do nível pré-silábico para o silábico, o qual ainda tem a hipótese de associar uma sílaba a uma letra, então para eles letra e sílaba é quase a mesma coisa. Para finalizar a aula do primeiro dia entregamos folhas de oficio para os alunos e solicitamos que desenhassem o animal que mais gostavam.
No segundo dia eu tomei mais a frente da aula, enquanto Jamille me ajudava em alguns pontos. Foi iniciada com uma revisão da aula anterior, na qual foi feita uma retomada da história ‘ O leão e o rato”, fazendo perguntas aos alunos sobre o fato ocorrido na história, perguntando sobre o que fariam se estivesse no lugar dos personagens , entre outros. Após essa discussão questionamos aos alunos sobre a escrita da palavra geradora, os mesmos iam falando as letras e a escrita era feita no quadro por mim. Depois fiz o processo de análise, na qual fui revisando as famílias silábicas da palavra geradora, já o processo de síntese, o qual deveria juntar as sílabas para formar palavras os próprios alunos iam falando um por vez, e eu ia escrevendo no quadro as palavras que eles estavam formando.

Posteriormente a esses processo foi feito um bingo silábico com cartelas construídas pelos próprios alunos no dia anterior, processo o qual eles escolheram aleatoriamente as sílabas que queriam na sua cartela. O bingo foi um sucesso, uma das alunas com as iniciais M. C bateu sua cartela e ganhou o seu prêmio, a mesma ficou muito feliz e disse que ia levar a cartela do bingo e o seu prêmio para casa para sua mãe ver. Depois do bingo fizemos um ditado de palavras com o nome de 10 animais e fizemos a correção no quadro, na qual os alunos que não, escreveram a palavra correta não precisava apagar e sim escrever a correta do lado da sua . Para finalizar a aula distribuímos marcinha de modelar e solicitamos que os alunos fizessem animais utilizando a mesma, nesse momento eles se tornaram uns grandes artista, fizeram caracol, elefante, urso, cobra , entre outros.  Assim pude perceber o quanto o mundo infantil é lindo, o qual uma massa de modelar faz feliz uma criança e incentiva a sua habilidade motora e sua criatividade.

Emfim o que posso dizer dessa quarta intervenção?, posso dizer que não foi um momento de experiência e sim o grande momento de experiência para os meus primeiros passos da docência, pois cada momento é insubstituível e único, cada momento nos proporciona um tipo de aprendizagem, a qual mexe  com a formação do nosso profissional, pessoal e social.

Cada vez mais gosto da aplicação do método sociolinguístico, e cada vez mais fico me questionamos antes mesmo das intervenções a respeito do processo de análise e síntese de algumas palavras geradoras, pois as vezes acho meio difícil para os alunos, até mesmo sobre a palavra Animal, porém vir que os alunos não tiveram tanta dificuldade em assimilar as famílias da mesma não. Outro fato ainda foi o da codificação da palavra geradora animal, fiquei questionando antes também, porém vir que não foi bicho de sete cabeça, e que se deve tá preparada para conseguir levar a turma em torno da codificação e descodificação.
Assim vejo o quanto está sendo importante as intervenções em sala, pois estou tendo o contato com a realidade em sala de aula e me constituindo enquanto futura docente em sala, e vejo que preciso ainda me aperfeiçoar para desenvolver os processos de codificação e descodificação em sala.

Animal feito com massa de modelar pelo aluno do 2º ano ( Caracol)
Animal feito com massa de modelar pelo aluno do 2º ano ( Tartaruga)

Aluno formando palavras na ficha catalográfica
                                             
sorteio das sílabas do bingo


Escrevendo as palavras formadas pelos alunos com a família silábica da palavra "Animal"


terça-feira, 16 de junho de 2015

INTERVENÇÃO III- MÚSICA "O PATO".


 Entre os dia 11 e 12 de junho trabalhamos a música "O pato" do autor e compositor Vinicius de Moraes, dessa vez antes mesmo de apresentar o texto aos alunos, falamos sobre a biografia do mesmo. Depois disso cantamos junto com os alunos a música em questão e logo depois discutimos com eles sobre o que a música expressava, sobre o que era o pato. Além da música apresentamos aos alunos a história do "Patinho feio", falando e ouvindo a opinião dos alunos a respeito das diferenças.

Após essa abordagem social a respeito da palavra geradora PATO, escrevemos a mesma no quadro com ajuda dos alunos e apresentamos a família silábica, após tal apresentação, foi solicitado que cada aluno formasse uma palavra com as família silábica. Posteriormente a isso aplicamos um autoditado  com a família silábica da palavra "pato", nele pude perceber o progresso de alguns alunos no nível de escrita, de silábico para silábico-alfabético.

Além da atividade de autoditado também foi aplicada uma atividade  a qual os alunos pesquisariam em revistas e jornais as sílabas da família da palavra pato. Nesse momento pude perceber o quanto as crianças ficavam felizes de encontrar as sílabas, porém eu ia orientando no sentido delas cortarem a palavra como um todo e não sua sílaba, eu as mostrava que as sílabas formavam uma palavra, que não podiam ser tiradas de forma isolada daquele contexto. percebi também a confusão que fazem em relação a letra q e p,  que muitas vezes as crianças no processo de alfabetização confundem uma com a outra. Trabalhamos também com a pintura da imagem do pato, e percebi o quanto eles tem o gosto por essa atividade.

Contudo a cada nova experiência em sala de aula no PIBID, me surpreendo com as especificidades de cada aluno, percebo o quanto é um ambiente complexo, o qual deve-se tomar decisões a todo momento. De acordo  a Doyle (1997 apud ZALBAZA, 2003) o ambiente de sala de aula tem três elementos da complexidade,  que são a multidimensionalidade ( O que  se  faz nela  serve para vários propósitos); a simultaneidade ( ocorre várias coisas em um só tempo) e a imprevisibilidade ( não se pode prever o que vai acontecer). Assim percebe-se que a partir  das discussões sobre uma determinado tema com os alunos tomando como base a palavra geradora, estamos preparando os alunos para usar esses conhecimento em diversas situações, isso explica os vários propósitos do ambiente da sala de aula. 

A respeito da simultaneidade e multidimensionalidade fui pega de surpresa por uma aluno. Tudo começou no momento que eu estava discutindo sobre as diferenças e logo ele gritou de lá que era igual ao pai dele, a partir disso tive que pensar o mais rápido possível e encontrar uma diferença entre ele e o pai dele, afirmando ser a altura. O que eu penso desse momento é que eu sabia que ia acontecer várias coisas , mas não sabia que logo aquele questionamento ia ser feito pelo aluno.

Portanto a cada nova intervenção percebo um saber construído na prática,  o qual vai sendo construído a medida que a teoria me dar suporte e me faz olhar de forma mais especifica para cada situação que ocorre na prática. Assim ressalto a importância da práxis, que é a ação e reflexão da prática em sala de aula, a qual permite a cada reflexão uma re- ação em relação ao que foi feito em sala.

                                  Atividade de recorte em jornais e revista das sílabas " Pato"


                                            Escrita das palavras formadas pelos alunos



                                              Leitura da história ' O patinho feio"

quinta-feira, 4 de junho de 2015

INTERVENÇÃO II - CANTIGA DE RODA "PIRULITO QUE BATE BATE"


         
         No primeiro dia iniciamos nossa intervenção escrevendo a palavra PIRULITO no quadro e levantando conhecimentos prévios dos alunos sobre a mesma, depois apresentamos a cantiga de roda “ Pirulito que bate bate” em um cartaz e cantamos a mesma junto com os alunos.  Após cantar a música problematizamos a respeito do Pirulito, discutindo assim a respeito de uma alimentação saudável e as consequências do exagero em consumir doces para que as crianças construíssem novos conhecimentos.
Posteriormente aos processos de codificação e descodificação trabalhamos a parte linguística da palavra pirulito, apresentando assim as suas famílias silábicas e solicitamos que alguns alunos viessem ao quadro escrever palavras que apresentavam tais famílias silábicas. Em seguida aplicamos atividades de acordo ao nível de cada aluno e uma atividade de artes, na qual os alunos fizeram pirulito de jornal, o qual nós colamos no cartaz da música e eles eram chamados individualmente para pintar seu pirulito.
No segundo dia trabalhamos a palavra geradora MENINA, fazendo o mesmo processo da palavra Pirulito, observei que alguns alunos que vieram ao quadro tentaram formar palavras e ao fazer sua leitura, ao invés de tentar ler a palavra, olhavam apenas para a primeira letra e tentavam adivinhar, ai entramos intervindo e explicando que as sílabas estavam ali para serem decifradas para a codificação de palavras. Logo depois foi feita atividades de acordo ao nível de cada aluno e uma atividade de artes com barbante, na qual os alunos iriam cobrir com barbante o pirulito que fosse maior.
Contudo tal intervenção me possibilitou observar a forma como algumas crianças vão construindo suas hipóteses de leitura, perceber o momento em que o professor deve intervir nesse processo e perceber o quanto uma cantiga de roda causou uma discussão a respeito de conteúdos importantes para a formação das crianças enquanto indivíduos críticos. Da simples palavra pirulito foi discutido a respeito da alimentação saudável, de doenças causadas pelo alto consumo de açúcar e etc.
Em relação a minha formação enquanto pedagoga reflexiva, pude assim perceber a mudança no meu discurso, pois na intervenção anterior a qual trabalhamos a cantiga da  “Barata” expressei a dificuldade em relação codificação e descodificação da palavra geradora, e hoje percebi que minha reflexão anterior  me fez avançar nesse ponto, pois discutir com os alunos a palavra pirulito sem nenhum problema.
Portanto mais uma vez reforço a importância da reflexão, pois por experiência própria percebo o quanto a mesma está me fazendo aperfeiçoar a prática nos pontos que percebo que não fui bem

                                            
                                       Aluna no quadro pensando na palavra para formar





                                         
                                            Discussão sobre a palavra geradora Pirulito



                                              
                                Aluno escrevendo palavra com a família silábica de Pirulito


                                
                                                    Arte do barbante no Pirulito


                                                      
                                            Arte com o barbante e o Pirulito de Jornal

quinta-feira, 23 de abril de 2015

PRIMEIRA INTERVENÇÃO- CANTIGA DE RODA " A BARATA DIZ QUE TEM".


Antes de descrever aqui sobre as primeiras intervenções na sala de 2º ano, quero dizer o quanto foi diferente para mim tais intervenções, pois ano passado no PIBID experienciei intervenções em uma sala de 5º ano , a qual os meninos já estavam em nível de produção de texto, Leitura e interpretação,  como fundamentação teórica utilizamos a autora Naspolini (1996), a qual dava dicas de aprendizagem em relação a leitura no sentido de  interpretação e produção textual.
 Depois dessa vivência veio o segundo desafio, trabalhar em uma sala de 2º ano, a qual precisamos de uma base teórica de alfabetização e letramento, assim utilizamos os autores Mendonça e Mendonça (2007).
 Contudo percebir  que sair de uma sala em que os alunos praticavam o ler para aprender e mudei para uma que os alunos precisam praticar o aprender a ler. Segundo Vasconcelos (2006) " O processo de alfabetização refere-se ao momento de aprender a ler. O restante da escolaridade, e da vida, refere-se aos momentos de ler para aprender". Dessa forma quando o aluno  passa a decodificar o código de escrita , ele vai apenas  ler para aprender, ou seja,  decifrar significados e conceitos de um certo texto.

Após expor meu  sentimento a respeito dessa mudança no contexto da escola, vou expor a respeito dos primeiros dias de intervenção na sala de 2º ano.


 A intervenção ocorreu nos dias 16 e 17/04, tal intervenção se baseou no trabalho com cantigas de roda, para a partir da mesma trabalhar uma palavra geradora e desenvolver os  passos  do método sociolinguistico de Paulo Freire, associado as atividades de nível de escrita de Emilia Ferreiro e Teberoky. No primeiro dia trabalhamos a palavra geradora Barata e no segundo a palavra geradora Sapato.


 No dia 16/04 escrevemos a palavra Barata no quadro para acionar os mecanismos de codificação e o  de descodificação a partir da apresentação da cantiga  "A Barata diz que tem" a qual cantamos junto com os alunos. Segundo  Mendonça e Mendonça (2007) :



codificação é a representação de um aspecto da realidade expresso pela palavra geradora, por meio de oralidade, desenho, dramatização, mímica, música e de outros códigos que o alfabetizando domina 2) descodificação é a releitura da palavra geradora para superar as maneiras ingênuas de compreender o mundo, através de discussão crítica e do subsídio do conhecimento universal acumulado”.


Posteriormente aos mecanismos de codificação e descodificação,  iniciamos o processo de análise e síntese da palavra geradora, o qual Mendonça e Mendonça (2007) ressaltam que   proporciona a descoberta de que a palavra escrita representa a falada, através da divisão das sílabas e apresentação de suas famílias e depois a junção dessas sílabas das famílias para formar novas palavras . Depois de tal processo, o qual trabalhou a  parte  linguística da palavra,  aplicamos as atividades de acordo aos níveis de escrita dos alunos.

Já no  dia 17/04 utilizamos novamente a cantiga de roda, porém trabalhamos com a palavra geradora Sapato, desenvolvendo o mesmo processo da palavra geradora Barata, logo depois aplicamos novamente atividade escrita de acordo ao nível de cada aluno. 

Portanto, a experiência na primeira intervenção me proporcionou fazer uma articulação entre a teoria e a prática, a qual me permitiu através da base teórica do método de Freire,  por em prática os passos usados para trabalhar sílaba de forma contextualizada, diferentemente do método da cartilha que trabalhava pedaços soltos sem significado.  

 Logo depois de por em prática pude refletir a respeito do meu modo de agir, e nessa reflexão percebir que preciso melhorar na parte de codificação e descodificação da palavra geradora , pois acho que devo estimular mais  os alunos tanto a expor mais seus conhecimentos prévios quanto para  mudar a forma de pensar a partir da problematização. Percebir também o quanto alguns alunos se desenvolveram nesse intervalo do diagnóstico até a primeira intervenção, como por exemplo uma aluna do silábico que já apresenta alguns avanços, os quais constatei no modo como ela fazia as atividades propostas.


 Quero ressaltar também sobre a importância de ser reflexivo a partir de sua prática, pois foi aqui sentada nessa cadeira em frente ao computador refletindo sobre minha intervenção que pude perceber o quanto ainda não conseguir aprimorar na prática a codificação e descodificação, por que na teoria sei conceituar o que é, porém na prática ainda não desenvolvo tão bem. Dessa forma afirma Nunes (2001, p.30)  que “Essa tendência reflexiva vem-se apresentando como um novo paradigma na formação de professores, sedimentando uma política de desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e das instituições escolares”. Assim percebe-se que tal reflexão desenvolve tanto o profissional quanto o pessoal dos docentes.

 Eu enquanto estudante da formação inicial ainda não tinha percebido o quanto essa reflexão era fundamental,  por que nas discussões teóricas eu sabia dessa importância, mas nunca havia sentido,  e ressalto que  apenas saber da importância de algo é diferente de sentir, pois ao fazer intervenção estamos ali fazendo o papel de professor, utilizando assim de vários mecanismo para o controle da sala e até mesmo artifícios para envolver os alunos nas aulas,  ao voltar a pensar sobre isso nos faz ver caminhos que não passamos naquela aula e que podemos passar a a partir da reflexão a cerca com que seria preciso melhorar.


Contudo a primeira intervenção me proporcionou a construção de  novos significados em relação a prática docente, me fez enxergar através da reflexão qual a dificuldade e no que eu precisaria melhorar. Isso tudo está possibilitando a construção da minha identidade profissional,  para saber realmente qual o perfil de docente que estou me tornando e qual pretendo me tornar. e com certeza quero ser uma professora que sempre reflita a respeito da prática, desenvolvendo assim a práxis, a qual  Freire afirma ser  a relação dialética entre ação e reflexão,  para que a teoria não fique presa somente ao idealismo e a prática somente ao ativismo.  




                                                     Intervenção na sala do 2º ano.