terça-feira, 24 de março de 2015

MINHA VIVÊNCIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.

Ao terminar a 4ª série, fui estudar 5ª e 6ª no Colégio Cenecista de Jitaúna. Na 5ª série, lembro-me de gostar muito da disciplina de português, porém dominava mais gramática, ortografia e  estudo de escritores do que interpretação de textos, apresentando um pouco de dificuldade, pois nas séries inicias do E.F, os textos eram mais simples, já na 5ª série mais complexos. Isso se deve ao fato que o ensino de português se direciona fortemente a escrita, mas se preocupa mais com a aparência do que o que ela realmente representa, e é normal os professores de português e alfabetização dominarem muito pouco sobre a natureza da escrita, suas funções e as distintas situações que se encontram. (CAGLIARI, 2001).
  Recordo de ter feito um pequeno seminário sobre o autor João Cabral de Melo neto e duas apresentações sobre a autora Cecília Meireles, em um evento cultural do Colégio, chamado de Semana de Arte Moderna, dramatizei sobre uma poesia de Cecilia Meireles chamada “Menina doente”gostei muito, e lembro-me até hoje. Já na 6ª série tive uma professora que me marcou muito, chamada  Iara Lão, a mesma tinha uma boa relação com os alunos da turma,dialogando sempre, expressando autoridade e não autoritarismo, onde de acordo com Freire:
 para que haja uma comunicação dialógica, que não seja nem licenciosa nem autoritária, é indispensável, em sala de aula, a disciplina do silêncio. Mas silêncio não é silenciamento. Educador e educando devem ser sujeitos do diálogo. (FREIRE, 2000,P.131)
Lembro também de ter feito apresentação na Semana de Arte Moderna orientadas por essa professora, sendo uma lembrança muito agradável onde dancei músicas dos anos setenta e  uma apresentação com a música “Estrela da manhã”.
Aos doze anos mudei de colégio, fui estudar 7ª série e 8ª série no Colégio Estadual Valmir Oliveira Gomes, lá passei momentos bons, conheci novos colegas. Na sétima série lembro-me de não gostar da disciplina de Geografia, História e Educação Física, por conta dos professores deixarem a desejar o ensino, uns na base da memorização de questões, outros com aulas expositivas que não tinham sentindo, como se tivesse totalmente fora do mundo do aluno, e outros por conta da ausência.Tais professores não perceberam que segundo Freire (2004) “ensinar não se restringe a um monólogo do professor em sala, e sim algo que proporciona o seu desenvolvimento crítico, a partir de diálogos e discussões sobre a realidade social”


Na oitava série tive alguns professores maravilhosos assim como na sétima , porém alguns que não causavam nenhum impacto de aprendizagem em mim, eu gostava muito da minha professora de matemática , a qual se chamava Luciana, um pessoa competente, que ensinava matemática de forma bem clara.

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