segunda-feira, 16 de março de 2015

APLICAÇÃO DE DIAGNÓSTICO DE LEITURA E ESCRITA NO 2º ANO.



No dia 25/04 iniciamos com uma dinâmica de apresentação na qual orientamos os alunos a fazerem um bonequinho com a folha de oficio dobrada e fazer uma arte no mesmo, tendo como objetivo desenvolver a coordenação motora das crianças. Após a arte as crianças eram chamadas para mostrar seus bonequinhos aos colegas e falar qual profissão queria ser quando crescesse e quais as suas expectativas a respeito do que queria aprender na sala da professora supervisora, tal atividade teve como objetivo a socialização das expectativas e desejos das crianças para conhecimento de nós bolsistas do PIBID e das próprias crianças a respeito delas e de seus colegas de classe.
No segundo momento aplicamos a atividade de diagnóstico com objetivo de identificar quais capacidades que os alunos já apresentavam ou não em relação ao processo de aquisição de escrita e leitura baseado nos descritores de leitura e escrita.
 Dentro do diagnóstico estávamos avaliando se os alunos conheciam as vogais, se identificavam letras sem as confundir com outros símbolos da escrita, se conheciam os diversos tipos de letras, em quais níveis de escrita as crianças se encontravam, se associavam o som a escrita, se conseguiam copiar frases ditadas pelo professor, quais palavras escrevem de cor e se fazem a leitura de texto, observando se fazem leitura de palavras canônicas e não canônicas.
 Os níveis de escrita foram baseados na proposta de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky que se basearam na ideia de que a obtenção do conhecimento se dava pela interação do sujeito e o objeto de conhecimento, assim evidenciaram que antes de chegar na escola a criança já fazia hipóteses sobre o código de escrita. (MENDOÇA & MENDONÇA, 2007).
Contudo a aplicação do diagnóstico me proporcionou conhecer quais habilidades que os alunos da sala de 2º ano do Ensino Fundamental  apresentavam a respeito da aquisição da leitura e escrita. Ao observar por alto alguns alunos realizando as atividades de diagnóstico foi possível identificar em algumas crianças em quais   níveis de escrita elas estavam. De essa forma pude  refletir a cerca da importância do embasamento teórico nas nossas atividades práticas do PIBID e o quanto isso vai influenciar na minha percepção enquanto futura pedagoga para construção de conhecimento, pois passei  a ver de outra forma elementos que antes do estudo teórico não me causaria nenhum impacto.
Vejo então que essa experiência na sala do 2º ano me fez perceber o quanto o professor deve ser habilidoso para alfabetizar várias crianças, assim segundo Soares (2003, p. 80 apud MENDOÇA & MENDONÇA, 2007, p. 56) a “alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja, o domínio da tecnologia—conjunto de técnicas – para exercer a arte e ciência da escrita”.  Além disso, percebi também a variedade de saberes que o professor tem que desenvolver para a gestão de classe, a qual Doyle (1986) ressalta que  consiste num conjunto de regras e de disposições necessárias para criar e manter um ambiente ordenado favorável tanto ao ensino quanto à aprendizagem.

Está sendo uma experiência nova e gratificante, pois o aprender a ler e escrever para uma criança a faz ver o mundo de outra forma.


                                        Aplicação de diagnóstico

                                                          Cartaz de apresentação com bonecos

3 comentários:

  1. Átila querida!

    Parabéns pelas reflexões maduras e pelas articulações com as leituras realizadas no PIBID.

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  2. Átila querida!
    Concordo com você; a reflexão que fez sobre os estudos de Ana e Emília para podermos saber que níveis as crianças estão e ser capaz de realizarmos intervenções que ajudarão os alunos a avançar no seu aprendizado.

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